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Evolução Científica
As linhas de pesquisa do LCF sempre foram muito diversificadas, refletindo o caráter multidisciplinar desse departamento. Essa conjuntura sempre forçou os professores e estudantes a manter proximidade com o setor produtivo florestal. De certa forma, por força das funções e demandas profissionais, imprimiu elevado caráter holístico na identificação e na priorização de linhas de pesquisa.
Inicialmente, nas décadas de 70 e 80, o vínculo maior do programa de Pesquisa e Desenvolvimento era com o setor produtivo. Naquela fase, a demanda principal estava atrelada à realização de pesquisas voltadas ao desenvolvimento tecnológico da silvicultura de espécies florestais de rápido crescimento, como as de Eucalyptus e de Pinus. Esta demanda surgiu com o acelerado desenvolvimento do setor florestal brasileiro no fim da década de 60, estimulado pelas políticas governamentais, como os incentivos fiscais (1966 a 1987). Com esses incentivos houve rápida expansão das áreas plantadas e ampliação do parque industrial baseado no uso de matérias-primas florestais, principalmente a indústria de celulose e papel, a de siderurgia, a de serrados e laminados, a de compensados, dentre outras.
À procura de profissionais capacitados e de desenvolvimento científico e tecnológico, as indústrias então emergentes abriram grande mercado de trabalho, exercendo forte influência nas universidades e instituições de pesquisa. E dessa época os primeiros cursos de engenharia e de pós-graduação em ciências florestais, em que a ESALQ sempre esteve em posição de vanguarda. A interação a universidade e empresas públicas e privadas tem sido profícua e fortalecida progressivamente por suas contribuições acadêmicas e pelos laços profissionais de seus ex-estudantes. É pela distinção desta interação que o Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais (IPEF) foi idealizado e tem se consolidado como o esteio de uma das mais prósperas cooperações entre setor público e privado no país.
Mais destacadamente, a partir da segunda metade da década de 80, a qualidade do ambiente tornou-se uma preocupação mundial. Temas como o desmatamento, a poluição do ar, dos recursos hídricos superficiais e subterrâneos, do solo e do homem por agroquímicos, o esgotamento dos recursos naturais, a erosão do solo, a perda da biodiversidade, as mudanças climáticas e os danos à camada de ozônio entraram na agenda de prioridades científicas e tecnológicas do país. Em sintonia com as novas demandas da sociedade, o LCF passou a contemplar linhas de pesquisa que visam o desenvolvimento de novas tecnologias capazes de preservar e restaurar os ecossistemas florestais, e a criar novos instrumentos de planejamento e de gestão ambiental. Assim, além de linhas de pesquisa que visam à produção sustentável de matéria-prima florestal, foram criadas novas linhas de pesquisa na área de “Conservação de Ecossistemas Florestais”. Atualmente, o LCF tem bom equilíbrio didático e científico nas áreas de produção e processamento de matérias-primas, de preservação, restauração e gestão de ecossistemas florestais.
O LCF tem excelente projeção nacional e internacional. Desde o seu primórdio, a estrutura didática e científica deste departamento tem espelhado a criação e a organização institucional de vários cursos na área florestal em universidades brasileiras e da América Latina. Vários mestres formados neste programa hoje ocupam posições de destaque em instituições públicas e privadas de grande destaque no Brasil e outros países latinos.