Disciplina - detalhe

LCF0156 - Cadeias Produtivas Florestais


Disciplina de Graduação

Objetivo
Propiciar o desenvolvimento de visão sistema da indústria de base florestal ao aluno ingressante no curso de graduação em Engenharia Florestal da ESALQ/USP. O conceito de cadeia produtiva foi desenvolvido como instrumento de visão sistêmica e parte da premissa que a produção de bens pode ser representada como um sistema, onde os diversos atores estão interconectados por fluxos de materiais, de capital e de informação, objetivando suprir um mercado consumidor final com os produtos do sistema. Sua aplicação à análise da indústria de base florestal permitirá ao graduando utilizar as suas capacidades e ferramentas analíticas, para a formulação de estratégias e políticas de desenvolvimento em uma ampla gama de processos produtivos, possibilitando, ainda, uma visão integrada dos diferentes cenários que compõem o setor.

Programa resumido
Conceito de cadeia produtiva, como instrumento para a gestão de negócios e de tecnologia. Pressupostos básicos da Teoria Geral dos Sistemas. Aplicações do enfoque sistêmico em estudos prospectivos na indústria de base florestal. Panorama da indústria de base florestal no Brasil. Análise de cadeias produtivas sob enfoques da eficiência, gargalos tecnológicos, sustentabilidade ambiental, mercados e oportunidades, imagem e sustentabilidade institucional, das políticas públicas e dos fóruns e câmaras de negociação entre elos das cadeias produtivas.

Programa
3.1. Marcos conceituais e metodológicos, de cadeia produtiva, como instrumentos para a gestão de negócios e de tecnologia. 3.2. Vantagens e limitações da adoção deste conceito, como facilitador de estudos prospectivos, tomando-se como exemplo estudos de caso em indústrias de base florestal. 3.3. Panorama da indústria de base florestal no Brasil; 3.4. Análise de cadeias produtivas florestais, sob vários enfoques: gestão da eficiência (produtividade e custos); gestão tecnológica e P&D (gargalos tecnológicos); gestão pela qualidade (diferenciação); gestão da sustentabilidade ambiental; gestão de mercados e oportunidades (foco); gestão de contratos (limitações nos papéis dos atores envolvidos na cadeia); gestão da comunicação e informação; conscientização de lideranças; melhoria da base de informação; melhoria da imagem e sustentabilidade institucional (estudos governamentais das cadeias produtivas, apontando problemas e oportunidades); análise das



políticas públicas; análise de fóruns e câmaras de negociação entre elos das cadeias produtivas (conflitos e soluções entre atores).

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